Um guia com os principais termos utilizados por médicos e serviços de saúde.
Após o diagnóstico de um câncer, centenas de novas palavras começam a fazer parte do dia-a-dia do paciente. Para ajudar os pacientes, familiares e cuidadores a lidarem melhor com essa nova realizade, a Associação Brasileira do Câncer está elaborando o Dicionário do Câncer, um guia com os principais termos utilizados por médicos e serviços de saúde.
A revista ABCâncer traz nesta edição uma compilação com alguns desses termos. Saiba o significado deles:
Alopecia – queda de cabelo.
Aspiração – Retirada, por meio de uma agulha fina e de um seringa, de certa quantidade de líquido ou de uma pequena quantidade de células do tecido da área suspeita para análise microscópica.
Biópsia – Procedimento realizado para remover um conjunto de células, todo o nódulo ou parte dele para análise microscópica.
Braquiterapia – Tratamento que permite administrar doses de radiação diretamente nas células malignas, poupando os tecidos saudáveis de seus efeitos tóxicos.
BRCA1 e BRCA2 – Genes supressores tumorais. Mulheres que têm parentes próximos com câncer de mama em que foram detectados genes BRCA1 e BRCA2 defeituosos são mais suscetíveis a desenvolver câncer de mama e de ovário.
Câncer in situ – É o câncer em seu estágio inicial, confinado ao lugar de sua origem.
Câncer invasivo ou infiltrativo – Estágio do câncer em que células cancerosas se espalharam para tecidos saudáveis, adjacentes ao tumor.
DNA – Material básico da vida. É uma estrutura em forma de corrente no interior de todas as células. Os segmentos dessa corrente são os códigos genéticos que guiam o desenvolvimento de cada célula.
Endoscopia – Exame realizado por meio da introdução do endoscópio pela boca até o estômago com objetivo de visualizar seu interior e retirar amostras do tecido para exame microscópico das células.
Estadiamento – É a forma de avaliação da extensão do tumor considerando o tamanho do tumor, envolvimento de gânglios linfáticos e a presença ou não de metástase. É fundamental para determinar o tratamento adequado e também para prever o curso e prognóstico da doença.
Fisioterapia – Abordagem terapêutica que tem como objetivo melhorar ou manter a condição física de um paciente.
Gânglios linfáticos – Estruturas em formato de feijão, distribuídas ao longo dos vasos linfáticos, chamados também de linfonodos. Atuam como filtros no combate à infecção, coletando bactérias ou células cancerosas que podem circular pelo sistema linfático.
HER2 – Gene que auxilia no crescimento e no reparo das células. A abundância do gene HER2 na superfície das células cancerosas é conhecida como câncer de mama HER2-positivo, que responde satisfatoriamente aos tratamentos com anticorpos monoclonais.
Hormonioterapia – Trabalha alterando os níveis de hormônios femininos produzidos pelo organismo ou prevenindo que os hormônios sejam retirados pelas células cancerígenas.
Inibidores tumorais – Substâncias secretadas por tumores cancerosos que inibem o crescimento de células idênticas às células cancerosas.
Imunoterapia – Método de tratamento contra o câncer que utiliza substâncias que estimulam e fortalecem o sistema imunológico do organismo.
Linfoma – Nome genérico para designar todo o tipo de câncer do sistema linfático.
Linfonodo sentinela – Primeiro gânglio linfático a receber a drenagem linfática de um tumor.
Mastectomia – Tratamento cirúrgico contra o câncer de mama no qual são removidos todo o tecido mamário e os gânglios linfáticos da axila.
Meningioma – Tumor cerebral que tem origem nas meninges, no tecido fibroso que recobre o cérebro e na medula espinhal. É mais comum em mulheres e a sua incidência aumenta com a idade.
Níveis hormonais – Refletem as condições do corpo. Infecção, estresse, mudanças químicas na composição sanguínea são condições que podem elevar ou diminuir o nível de um hormônio em particular.
Oncogen – Da família de genes que, quando passam por mutações, podem transformar células sadias em malignas.
Opióides – Classe de medicamentos utilizados para tratar dores, de moderadas a severas, como morfina ou codeína.
Prognóstico - Previsão do curso e desenvolvimento de uma doença. No caso do câncer, o prognóstico envolve diversos fatores como o tipo de câncer, o estadiamento na época do diagnóstico, o tratamento disponível e estado geral da saúde do paciente.
Quadrantectomia – cirurgia conservadora da mama na qual são removidos o tumor e parte do tecido normal que a envolve.
Quimioterapia – Tratamento feito por meio de medicamentos que agem na destruição das células cancerosas e/ou evitando a sua reprodução.
Radioterapia – Tratamento aplicado por meio de um aparelho que utiliza raios de alta energia direcionados para o tumor e para áreas adjacentes, para destruir células malignas ao interferir na estrutura das moléculas de DNA.
Recidiva – Reaparecimento da doença depois de um período sem sintomas.
Remissão – O desaparecimento dos sintomas de câncer, inclusive o período em que isso ocorre.
Simulação – Procedimento que antecede as sessões de radioterapia, durante o qual se define a área exata do corpo a ser tratada e a posição em que o paciente ficará durante as aplicações de radioterapia.
Terapia adjuvante – Reforço ou auxílio ao tratamento primário. Consiste na aplicação de quimioterapia, terapia hormonal ou radioterapia,após a remoção cirúrgica de um tumor.
Terapia neo-adjuvante – Tratamento quimioterápico que antecede uma cirurgia.
Terapia por anticorpos monoclonais – Utilização de medicamentos que atuam diretamente no alvo associado ao crescimento de células cancerosas.
Ultra-som – Tecnologia utilizada para criar imagens de tecidos moles por meio de ondas sonoras.
Vírus oncogênicos – Vírus envolvidos na gênese (nascimento) de tumores.
Por: Roberta Viganó
Revista da Associação Brasileira do Câncer