O pior já passou. Desde o choque do diagnóstico até a recuperação da cirurgia, você sobreviveu.
Agora, chegou o momento de preencher o espaço vazio e "peitar" a vida de frente.
O primeiro passo é a escolha do sutiã especial para o uso de prótese mamária, que vem com um forro para acomodá-la. Verifique se o modelo tem alças largas, que aliviam o peso sobre os ombros e a coluna. Caso tenha edema linfático ou dificuldades para mover o braço para trás, dê preferência aos de abertura frontal.
"Para evitar futuros problemas de postura, é importante que as duas mamas tenham aproximadamente o mesmo peso. Se a prótese for muito mais leve do que a mama remanescente, podem surgir dores nas costas, ombro ou pescoço, como conseqüência desse desequilíbrio. Por outro lado, mulheres com linfedema crônico geralmente se adaptam melhor às mais leves", informa a fisioterapeuta Gisele Fogaccia.
As próteses de silicone são, de longe, as mais procuradas, pelas suas vantagens: macias e flexíveis, acompanham os movimentos do corpo; chegam rapidamente à temperatura corpórea; o peso se aproxima da mama natural; disponíveis em grande variedade de tamanhos, formatos e cores; alguns modelos vêm com o contorno do mamilo e a saliência do bico; têm consistência semelhante à da pele. O problema é o custo; os preços variam entre R$ 100 e R$ 500 (algumas, importadas, chegam a custar R$ 1.000). Seu uso não é recomendado para praia ou piscina, pois o contato com o sal e o sol compromete sua qualidade.
As de látex têm a seu favor o fato de possuírem grande parte das características das de silicone, a um custo bem menor. Porém, sua textura não é semelhante à da pele e são bem mais leves. Recomendadas para uso pós cirúrgico, em fase de cicatrização da pele, as próteses de algodão são as mais em conta, mas sua aparência não é muito natural, além de serem leves demais e deformarem com facilidade.
Afora maiôs e biquínis apropriados, a indústria de lingeries tem lançado novos produtos como sutiãs infláveis, almofadados, siliconados. Você vai achar o jeito de voltar a se sentir inteira.
Fonte: Revista Hands nº 8 - fevereiro / março 2002.